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10 anos de valorização em Chapecó

O preço médio do metro quadrado em Chapecó acumulou alta de 78% em 10 anos — mais que o dobro da inflação no período. No segmento de alto padrão, o salto foi de R$ 3.800/m² em 2015 para mais de R$ 7.500/m² em 2025, impulsionado pela escassez de terrenos centrais e pelo crescimento econômico do Oeste Catarinense.

A linha do tempo mostra uma valorização constante, sem saltos artificiais: R$ 2.800 (padrão médio) e R$ 3.800 (alto padrão) por m² em 2015; R$ 3.100 e R$ 4.300 em 2017 (+11% acumulado); R$ 3.700 e R$ 5.200 em 2020 (+32%); R$ 4.400 e R$ 6.200 em 2022 (+57%); até chegar a R$ 5.000 e R$ 7.500+ em 2025 (+78%).

Parte dessa alta reflete o custo da construção: o CUB/SC acumulou +112% entre 2015 e 2025, o que empurra para cima o preço dos imóveis prontos. Mas os fundamentos vão além do custo — Chapecó concentra o maior polo agroindustrial do Sul do Brasil, com uma economia apoiada sobretudo no processamento de carnes e na produção agrícola. Só entre janeiro e setembro de 2025 a cidade abriu 900 processos de construção, regularização ou ampliação, somando 800 mil m² de área licenciada, e estima-se demanda de até 8 mil novas moradias por ano.

O crescimento de 19% na população de renda acima de R$ 15 mil/mês gerou uma demanda por alto padrão que o mercado ainda está absorvendo: 78% do estoque lançado é vendido em até 90 dias. Não é força apenas do setor privado — o orçamento de Chapecó aprovado para 2026 é de R$ 2,1 bilhões, e a cidade já ocupa a 8ª posição nacional em taxa de investimento público, à frente de capitais como Porto Alegre e Curitiba. Com PIB per capita próximo de R$ 70 mil e população que já superou 282 mil habitantes em 2025, Chapecó começa inclusive a atrair o mercado de imóveis de luxo: há lançamento previsto para fevereiro de 2026 com participação da marca Tonino Lamborghini — o primeiro selo desse porte a chegar à cidade.

Mesmo assim, a cidade ainda opera com um desconto estrutural de 35–40% em relação a Joinville no preço médio do m², apesar de fundamentos econômicos comparáveis — um gap que tende a fechar nos próximos ciclos.

Fontes: Nostra Casa Imobiliária (2023) · CUB/SC Sinduscon-SC · Portal DI Regional · FipeZap / Abrainc · CRECI-SC Regional Oeste · Sindimóveis Chapecó · IBGE Censo Renda 2024 · Gazeta do Povo · CRECI-SC · ND Mais

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