A 20ª edição do Salão do Imóvel de Chapecó, realizada entre 26 e 30 de agosto no Parque de Exposições da Efapi, fechou com o melhor resultado da sua história: R$ 1,15 bilhão em negócios formalizados e protocolados junto à Caixa Econômica Federal. O público foi de mais de 36 mil visitantes, vindos de 225 municípios, 16 estados brasileiros e 5 países — reforçando Chapecó como polo de referência imobiliária muito além do Oeste catarinense.
A estrutura também bateu recorde: 30% maior que a edição anterior, com três pavilhões cobertos e área externa reunindo mais de 250 estandes e 300 expositores — R$ 12 milhões investidos só na montagem. Antes mesmo da abertura, o CRECI-SC já sinalizava a força do momento: o presidente da entidade, Marcelo Brognoli, destacou o avanço consistente do mercado no Oeste, puxado pela segurança das transações feitas com corretor habilitado — mais de 28 mil pessoas já foram fiscalizadas em 225 municípios catarinenses só em 2026, parte da campanha da entidade contra o exercício ilegal da profissão.
O resultado confirma um momento de aquecimento real, não apenas de expectativa: o Custo Unitário Básico (CUB) residencial em Chapecó, calculado pelo Sinduscon regional, chegou a R$ 3.158,88/m² em setembro, com alta acumulada de 5,54% em 12 meses — reflexo direto do ritmo forte de novos lançamentos na cidade. Em Santa Catarina como um todo, o Índice FipeZap de agosto mostrou valorização em todas as 56 cidades monitoradas no país, com média nacional de 5,49% em 12 meses — acima da inflação oficial (IPCA), de 4,14% no período.
O evento também deixou marca social: a campanha de arrecadação da feira somou mais de 500 kg de doações destinadas à Casa de Acolhida João Piltz. E o apetite não deu sinais de esfriar — segundo os organizadores, a edição de 2028 já tem 80% dos espaços reservados. Para quem acompanha o mercado de perto, o recado é claro: Chapecó segue como um dos polos mais aquecidos do interior de Santa Catarina, com demanda real sustentando os negócios.