← Voltar pro site Case imobiliário · Luciano Hang

O véio da Havan e o maior bet imobiliário do Brasil

Poucos empresários brasileiros ilustram tão bem o poder da visão de longo prazo quanto Luciano Hang. Fundador da rede Havan — hoje um império do varejo com faturamento bilionário —, Hang construiu também, silenciosamente, um dos patrimônios imobiliários mais impressionantes do país, décadas antes de qualquer holofote se voltar para Balneário Camboriú.

Em 1999, ele comprou um terreno à beira-mar na cidade por R$ 480 mil. Vinte e seis anos depois, esse mesmo terreno chegou a uma avaliação estimada de R$ 150 milhões — uma valorização superior a 31.000%, confirmada por diversas reportagens da imprensa nacional. Em outubro de 2025, longe de se acomodar, Hang foi além: adquiriu a única mansão unifamiliar da orla da Avenida Atlântica por R$ 140 milhões, um terreno de 1.415 m² com vista direta para o mar — a última casa térrea num corredor hoje dominado por torres de luxo.

O portfólio inclui ainda a One Tower, já concluída na Av. Atlântica, com unidades de 4 suítes avaliadas em R$ 140 milhões, e o projeto mais ambicioso de sua trajetória: a Senna Tower, erguida em parceria com Francisco Graciola, da FG Empreendimentos, no terreno de beira-mar da Barra Sul. Com 550 metros de altura e cerca de 150 andares, a torre está projetada para se tornar o edifício residencial mais alto do mundo, com investimento total superior a R$ 3 bilhões e VGV estimado em R$ 8,5 bilhões — 228 unidades de padrão ultra-luxo, com valores a partir de R$ 28 milhões, podendo chegar a R$ 300 milhões. É a primeira vez na história que a família de Ayrton Senna autoriza o uso do nome do tricampeão em um empreendimento; o projeto arquitetônico assina Lalalli Senna, sobrinha do piloto, inspirado na "Jornada do Herói" — narrativa de superação e busca por limites que remete à própria trajetória de Hang. Um dado que aproxima o case da realidade de quem vive do agro: segundo reportagens do setor, "barões do agronegócio" respondem por cerca de 35% das vendas da FG Empreendimentos, buscando nesses imóveis de altíssimo padrão uma forma de proteção patrimonial — exatamente a lógica que já vimos valer para o Oeste Catarinense.

A lição por trás do "véio": comprar quando ninguém queria, acumular posição na mesma praça em vez de diversificar por diversificar, e escolher o parceiro certo — a FG entrega 8 dos 10 maiores prédios do país. O caso Hang prova que a maior vantagem no imobiliário de alto padrão não é o tamanho do capital inicial, é a coragem de entrar antes de todo mundo perceber o potencial.

Fontes: Portal GCMAIS · Correio do Estado · Diário do Comércio · NSC Total · InfoMoney · ND Mais · Click Petróleo e Gás

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