Os últimos 12 meses confirmaram o que os dados já sinalizavam: Santa Catarina consolidou-se como o estado com maior valorização imobiliária de alto padrão do Brasil. Todas as regiões monitoradas superaram a inflação — algumas por larga margem.
Balneário Camboriú liderou com +27,4% de valorização do m² entre jun/25 e jun/26, seguido por Florianópolis (+19,1%), Joinville (+14,8%), Blumenau (+12,3%) e Chapecó (+11,2%) — todos acima do IPCA do período (+5,5%). E o topo do ranking continua em movimento: dados mais recentes mostram Itapema assumindo a liderança nacional em maio de 2026, com o m² a R$ 15.226, superando pela primeira vez Balneário Camboriú (R$ 15.215) — consolidando o litoral catarinense como o principal destino do investimento imobiliário de luxo do país. Florianópolis, isoladamente, acumulou alta de 9,35% frente a 2024, alcançando R$ 12.773/m² e a 5ª posição no ranking nacional.
Por trás dos números, dois movimentos se reforçam: de um lado, um fluxo contínuo de famílias de alta renda vindas de SP e RJ elevou em 34% os novos moradores em Balneário Camboriú; do outro, o estoque de imóveis acima de R$ 800 mil não acompanhou esse ritmo. Resultado: o prazo médio de venda caiu 38% (de 94 para 58 dias) e o ticket médio subiu 22% em um ano. Em Balneário Camboriú, imóveis maiores (acima de 125 m²) chegaram a valorizar 42,4% só nos cinco primeiros meses de 2026 — um mercado que analistas já classificam como atípico.
O interior do estado também entrou no radar — cidades como Chapecó, Joinville e Blumenau registraram alta de 13% nesse mesmo recorte, mostrando que a valorização já não é exclusividade do litoral. Para quem olha 2026 como um todo, a leitura do próprio mercado é de seletividade: imóveis com diferencial construtivo e localização consolidada seguem sendo a estratégia de valorização mais sólida.